Parada 01
Quem responde pelos seus dados
O controlador dos dados pessoais tratados no RotaCheia é a Zenite Ventures S/A, inscrita no CNPJ 45.798.252/0001-46. O canal oficial de contato com o controlador e com o encarregado é o e-mail contato@rotacheia.pro.
É a Zenite quem publica o aplicativo na App Store e no Google Play, quem opera o console da empresa contratante, quem decide o que é coletado e para que serve, e quem responde na frente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados. O RotaCheia é tocado em sociedade com Ana Paula, coproprietária do produto. Isso é sociedade de negócio e não muda quem responde: a resposta jurídica sobre dado pessoal é da Zenite.
Quando você aceita uma carga, a empresa que publicou aquela carga também passa a tratar os seus dados, para o frete dela e com finalidade própria. A partir daí cada uma é controladora do próprio tratamento: a Zenite responde pelo que faz dentro da plataforma, e a empresa contratante responde pelo que faz com o que recebeu. A parada 07 diz exatamente o que a empresa enxerga, e os termos de uso proíbem que ela use isso para outra coisa.
Parada 02
Quais dados são tratados e para quê
A lista abaixo foi levantada lendo o código do servidor, campo por campo e coluna por coluna. Ela é a lista inteira: se um dado não está aqui, ele não é guardado.
Do caminhoneiro e do condutor de frota
| Dado | Para que serve | Como fica guardado |
| Nome completo e CPF | Identificar quem dirige, na conta, na conferência da guarita e no registro do dinheiro. O CPF é a chave permanente: um CPF, uma conta. | No banco de dados do servidor, em claro, porque a empresa precisa conferir o nome na portaria. |
| Telefone com DDD | É o seu login. É por ele que você entra no aplicativo. | No banco. Nunca vai para arquivo de registro do servidor. |
| E-mail | Recuperar a senha. É o único caminho de volta para quem esqueceu a senha, porque o RotaCheia não manda código por SMS. | No banco. Nunca vai para arquivo de registro do servidor. |
| Senha | Entrar na conta. | Nunca em texto. Só o resultado embaralhado por bcrypt, que não volta atrás. Nem a Zenite consegue ler a sua senha. |
| Cidade e estado onde mora | Priorizar, na hora de avisar da carga, quem mora perto da coleta. | No banco. |
| Caminhão: apelido, marca e modelo, ano, placa do cavalo, placa da carreta, carroceria, eixos, capacidade em toneladas e se tem rastreador | Casar o caminhão com a carga, conferir no portão da origem e decidir quais cargas aparecem para você. | No banco. A placa identifica a pessoa de forma indireta, então tratamos como dado pessoal. |
| Fotos de documento: CNH, RNTRC, CRLV, comprovante de residência e comprovante de conta bancária | Cofre de papéis. Documento vencido trava a saída do caminhão. | O arquivo fica fora da pasta pública do servidor e nunca é entregue por link direto: sai por um endereço que confere antes de quem ele é. A imagem é reprocessada antes de encostar no disco, e esse passo apaga o EXIF, inclusive a coordenada de onde a foto foi tirada. |
| Foto do seu rosto | Conferência visual na guarita da origem. É opcional e você não precisa mandar. | Do mesmo jeito que os outros documentos. Hoje é uma fotografia, e não biometria: nenhum sistema mede o seu rosto e nenhum computador compara rosto com rosto. Se um dia isso mudar, vira dado sensível e vai depender de um aceite seu, separado e destacado. |
| Chave Pix: tipo, valor, nome e documento do titular, e o endereço de rede de quando ela foi cadastrada | Receber o pagamento do frete. | No banco, com histórico: trocar de chave abre linha nova e fecha a anterior, nunca apaga. Um comprovante antigo precisa continuar apontando para uma chave que ainda dá para consultar. |
| Reputação: nota de 0 a 10, nível, viagens concluídas, entregas no prazo e as ocorrências que puxaram a nota, com data, peso, prazo de validade e quem registrou | Elegibilidade para cargas e ordem na fila de aviso. | No banco. Você vê o item por item do seu histórico dentro do aplicativo. A empresa vê só o número e a faixa, e não o porquê. |
| Avaliação que a empresa dá no fim da viagem: nota, pontualidade, conservação, comunicação e um comentário | Registro de como aquela viagem correu, na visão de quem contratou. | No banco, uma por viagem. |
| Avaliação que você dá à empresa no fim da viagem: nota de 1 a 5, tempo de espera na origem e no destino, pagamento, comunicação e um comentário opcional de até 280 letras | Dar ao próximo caminhoneiro a média daquela empresa antes de ele aceitar a carga. A empresa vê as estrelas e as médias de cada item. O comentário fica com a RotaCheia e não é aberto para ela. | No banco, uma por viagem concluída. Sai inteira quando você encerra a conta, e a média da empresa é refeita sem ela. |
| A sua versão sobre uma ocorrência que descontou ponto da sua nota, até 500 letras | Ficar grudada no fato e ser lida por uma pessoa da Zenite antes de decidir se a ocorrência é anulada. Escrever não devolve ponto sozinho. | No banco, uma linha por versão: reescrever grava outra, e nunca apaga a anterior. Sai inteira quando você encerra a conta. |
Da viagem
| Dado | Para que serve | Como fica guardado |
| Códigos de coleta e de entrega, 4 dígitos cada | Confirmar a coleta na portaria e a entrega no destino. Quem passa o código da entrega é quem recebe a carga, e não você. | No banco, e a conferência acontece no servidor. O número nunca volta na resposta, nem certo nem errado. |
| Linha do tempo da viagem: estado, data, hora e autor de cada passo | Saber onde a carga está e o que aconteceu, para você e para a empresa. | No banco. |
| Motivo de recusa de carga e motivo de parada | Explicar a exceção. São listas fechadas, sem campo de texto livre, de propósito. | No banco. |
| Foto do canhoto de entrega | Comprovar a entrega e sustentar cobrança, contestação e sinistro. A foto pode conter assinatura e nome de quem recebeu. | Fora da pasta pública, como os outros arquivos, e sem EXIF. |
| Nome, documento e vínculo de quem recebeu a carga, mais a ressalva, os volumes faltando e uma observação de até 140 caracteres | Provar quem assinou o canhoto e registrar avaria ou falta na hora em que ela apareceu. | No banco. É dado de terceiro que nunca instala o aplicativo, e a parada 13 vale para ele igual. |
| Posição de GPS durante a viagem | Mostrar à empresa que a carga está a caminho e estimar a janela de chegada. | Parada 04 inteira, que é onde isso está explicado por extenso. |
| O dinheiro daquela viagem: valor do frete, vale-pedágio, taxa da plataforma, lançamentos do seu extrato, pedidos de saque e a cobrança paga pela empresa | Pagar você, cobrar a empresa e conseguir provar cada centavo depois. | Num livro que só aceita linha nova: nenhum lançamento é alterado e nenhum é apagado. É por isso que a parada 11 fala em anonimizar e não em apagar. |
Da empresa que publica a carga e de quem trabalha nela
| Dado | Para que serve | Como fica guardado |
| Da empresa: nome, CNPJ, tipo, cidade, estado e telefone | Identificar quem publica a carga e quem responde pelo frete. | No banco. |
| De quem opera a conta: nome, e-mail, senha, telefone, papel na conta e a hora do último acesso | Abrir e manter a conta da empresa e saber com quem falar do outro lado. É dado de pessoa que trabalha na empresa. | No banco. A senha, também aqui, só existe embaralhada. |
| Telefone da portaria e do encarregado do destino | Reenviar o código de entrega a quem vai receber a carga. | Vem da carga cadastrada pela empresa. Também é dado de terceiro que não usa o aplicativo. |
| Cookie de sessão do console, chamado rotacheia_console | Manter quem entrou no console logado. É o único cookie da plataforma, é estritamente necessário e não mede nada. | Cai sozinho com 2 horas parado e com 12 horas de vida, contadas no servidor. |
Da lista de espera do site
Quem preenche o formulário de interesse em rotacheia.pro deixa nome, telefone, cidade, estado, tipo de carroceria, número de eixos e se tem rastreador. Junto ficam guardados o endereço de rede de onde o formulário foi enviado, a frase exata do aceite e a hora em que ele foi dado. A frase é esta, e o banco guarda ela por escrito para o registro provar alguma coisa: "Autorizo a RotaCheia a guardar meu telefone e me chamar quando o aplicativo entrar nas lojas." Essa lista serve para uma coisa só, que é avisar do lançamento, e nada nela vira cadastro de motorista sozinho.
Do funcionamento, que ninguém digita
| Dado | Para que serve | Como fica guardado |
| Sessão do aplicativo: marca do token, sistema do celular, versão do aplicativo, último endereço de rede e as datas de abertura, de uso e de vencimento | Manter você dentro do aplicativo sem digitar a senha toda vez, e conseguir derrubar todas as sessões quando você troca a senha. | O token em si nunca é guardado. O servidor guarda só uma marca dele, que não volta atrás: perder o token é entrar de novo, e nem o servidor consegue recuperá-lo. |
| Aparelho de notificação: o código de push do aparelho, o sistema e a versão do aplicativo | Mandar o aviso de carga nova para o seu celular. | No banco. Um motorista pode ter mais de um aparelho, e cada um dá baixa sozinho. |
| Registro de acesso ao servidor: qual endereço da API foi chamado, o resultado, o seu identificador na plataforma, o endereço de rede, a versão do aplicativo e quanto tempo levou | Cumprir o Marco Civil da Internet e descobrir o que quebrou quando alguma coisa quebra. | Uma linha por chamada, e o corpo do pedido nunca entra. Senha, token, chave Pix, códigos de coleta e de entrega, CPF, telefone, e-mail e coordenada estão numa lista fechada de coisas que não podem ir para registro nenhum. |
| Freio de tentativa | Segurar quem fica martelando a tela de entrada ou varrendo lista de telefone. | O telefone e o endereço de rede entram marcados, nunca em claro. A tabela continua servindo para contar e deixa de servir para descobrir quem tentou. A linha é apagada 24 horas depois. |
| Registro de quem abriu o mapa e o canhoto: a viagem, quem abriu, a hora e o endereço de rede | Responder, um ano depois, quem olhou o quê. Vale para os dois lados: a abertura da empresa e a sua ficam registradas do mesmo jeito. | No banco, uma linha a cada 30 minutos por pessoa e por viagem. |
Parada 03
A base legal de cada tratamento
A LGPD exige que cada finalidade tenha uma base legal declarada. Estas são as nossas, pelo artigo 7º e, no caso de dado sensível, pelo artigo 11.
| Tratamento | Base legal | Por quê |
| Nome, CPF, telefone, e-mail, senha, cidade, estado e os dados do caminhão | Execução de contrato, art. 7º, V | Sem isso não existe conta, não existe aceite de carga e não existe pagamento do frete. |
| CNH, RNTRC, CRLV, comprovante de residência e a validade de cada um | Execução de contrato, art. 7º, V | Documento em dia é condição para aceitar carga. A obrigação de rodar regular é sua e de quem contrata o frete, não da Zenite. O que a Zenite faz é conferir se a condição está cumprida antes de liberar a carga. |
| Foto do rosto, quando você manda | Consentimento, art. 7º, I | É opcional, serve para a conferência visual na guarita e você pode não mandar. Se um dia ela passar a ser usada para identificação automática, vira dado biométrico e passa a depender de consentimento específico e destacado, do artigo 11, I, declarado aqui antes de valer. |
| Códigos de coleta e de entrega, linha do tempo, motivo de recusa e motivo de parada | Execução de contrato, art. 7º, V | É o registro do serviço combinado. Sem ele ninguém sabe onde a carga está nem quem fez o quê. |
| Foto do canhoto e os dados de quem recebeu a carga | Exercício regular de direitos, art. 7º, VI | É a prova da entrega. Sustenta a defesa e a cobrança em reclamação, em sinistro e em processo judicial, administrativo ou arbitral sobre aquele frete. |
| Chave Pix, lançamentos do extrato, pedidos de saque e a cobrança da empresa | Execução de contrato, art. 7º, V, e obrigação legal, art. 7º, II | Execução de contrato para pagar você e cobrar a empresa. Obrigação legal para a guarda fiscal e contábil do que foi movimentado. |
| Registros de acesso, com data, hora e endereço de rede de cada conexão | Cumprimento de obrigação legal, art. 7º, II | O Marco Civil da Internet obriga quem oferece aplicação de internet com fim econômico a guardar esses registros. É obrigação da Zenite, não escolha dela. |
| Localização durante a viagem | Consentimento, art. 7º, I | Só com a permissão que você dá no celular, só entre o aceite e a conclusão daquela viagem, com um botão de pausa que não pede justificativa. Você pode negar a permissão e continuar usando o aplicativo, e nenhuma carga deixa de aparecer para você por causa disso. Retirar o aceite é desligar a permissão nos ajustes do celular, sem falar com a gente. |
| Aviso de carga nova no celular | Execução de contrato, art. 7º, V | Avisar da carga é o serviço. Ainda assim o celular pede a sua permissão para notificar, e negar não tira nenhuma carga de você: o aplicativo busca a lista sozinho ao abrir e a cada dez minutos. |
| Telefone da portaria e do encarregado do destino | Legítimo interesse, art. 7º, IX | Entregar a carga na porta certa depende de falar com quem recebe. O uso é só reenviar o código de entrega, nada além. |
| Reputação, avaliação e elegibilidade para cargas | Legítimo interesse, art. 7º, IX | Quem contrata precisa saber com quem está lidando, e quem dirige bem precisa ser recompensado por isso. Você pode pedir revisão, como diz a parada 13. |
| Freio de tentativa, prevenção a fraude e segurança do cadastro | Legítimo interesse, art. 7º, IX | Confirmar que quem entrou na conta é quem diz ser, e evitar que uma carga vá para quem não deveria pegá-la. É também o que impede alguém de descobrir, telefone por telefone, quem usa o RotaCheia. |
| Lista de espera do site | Consentimento, art. 7º, I | Você marca a caixa, e a frase que você marcou fica guardada junto com a hora. Pedir para sair da lista é um e-mail. |
Onde a base é legítimo interesse, você pode se opor. Escreva para o canal do fim da página e a Zenite avalia o pedido caso a caso, respondendo por escrito.
Parada 04
Localização durante a viagem
Esta é a parada mais importante desta página, e ela mudou por inteiro em relação à versão anterior. O RotaCheia lê a sua localização, e lê inclusive com o aplicativo em segundo plano. O motivo é direto: quando você abre o Waze para navegar, o RotaCheia vai para trás na tela, e um rastreio que morresse aí morreria exatamente enquanto você dirige, que é a única hora em que ele serve para alguma coisa.
A janela, que é uma só
A coleta começa quando você aceita a carga e morre quando a viagem é concluída ou cancelada. Fora dessa janela o servidor recusa qualquer posição e manda o aplicativo desligar a coleta. O desligamento tem duas fontes independentes de propósito, o próprio aplicativo e a ordem do servidor, para o caso de o celular ter perdido o aviso de conclusão num lugar sem sinal.
Entre uma carga e outra o RotaCheia não sabe onde você está, e não tem como saber.
A permissão que o aplicativo pede, e a que ele nunca pede
- O aplicativo pede a permissão de "Ao usar o app", mais a atualização em segundo plano enquanto a viagem está viva.
- Ele nunca pede a permissão "Sempre" do iPhone, e nunca pede a localização em segundo plano do Android, que está bloqueada dentro do próprio pacote enviado às lojas. Essas duas servem para saber onde você está entre fretes, e o RotaCheia não quer saber.
- O pedido de permissão não aparece na abertura do aplicativo. Ele aparece na tela que explica o que a empresa vê, depois da explicação, e nunca antes dela.
- Enquanto a coleta estiver ligada, o seu celular avisa: no iPhone a barra azul fica acesa em cima, e no Android fica uma notificação permanente escrita "RotaCheia acompanhando sua entrega". As duas ficam ligadas de propósito, e nada no aplicativo as esconde.
Pausar é botão, e não pedido
Você pausa o rastreio quando quiser, sem escrever motivo, sem escolher de uma lista e sem limite de vezes. A pausa não vira evento na linha do tempo da viagem e não tira nota sua. Ela aparece para a empresa com essa palavra, "pausado", e não disfarçada de "sem sinal": a plataforma não mente para o cliente sobre você nem esconde de você o que o cliente vê.
A velocidade não existe, em lugar nenhum
O RotaCheia não guarda velocidade, nem instantânea, nem média, nem calculada entre dois pontos. Não existe campo no que o aplicativo envia e não existe coluna no banco para receber. O celular entrega a velocidade em todo ponto de GPS, e o aplicativo a descarta três linhas depois de recebê-la. A ausência da coluna é a garantia: ninguém relata para ninguém um número que nunca foi guardado.
O que é guardado de cada ponto
- Latitude e longitude.
- A hora daquele ponto.
- A precisão em metros que o celular declarou.
- O rumo, que é para onde o caminhão apontava.
- Se o ponto veio de localização simulada, que é conferência de fraude e não medição sua.
A cadência é do servidor e não do aplicativo: um ponto a cada 5 minutos no pátio, a cada 90 segundos na rodovia e a cada 30 segundos nos últimos quilômetros. Os pontos sobem em lote, e não um a um, porque a bateria vai embora no rádio e não no chip de GPS.
Quem vê, e por quanto tempo isso existe
- A empresa daquela viagem vê a última posição e o traçado daquela viagem, ao vivo, até a conclusão. Depois disso ela deixa de ver ao vivo.
- Você vê exatamente a mesma tela, com o mesmo conteúdo, e continua vendo o seu histórico depois da conclusão.
- Não existe, em lugar nenhum do sistema, uma consulta que liste o seu trajeto por motorista. É uma viagem por vez, e essa ausência é proposital: trajeto de várias viagens juntas mostra onde você dorme, onde você para sempre e onde você mora.
- Cada abertura do mapa fica registrada, dos dois lados, com quem abriu, quando e de que endereço de rede.
- Os pontos crus são apagados com mais de 7 dias, automaticamente, e isso já funciona hoje. A única exceção é a viagem congelada por sinistro ou por contestação em aberto, que espera o caso fechar, porque apagar no dia 8 destruiria justamente a prova que defende você.
- No fim da viagem o sistema guarda um traçado simplificado e a quilometragem rodada junto com o registro daquela viagem. Isso sobrevive aos 7 dias e segue o prazo do registro da viagem, na parada 10.
Parada 05
Câmera, biometria e permissões do celular
O aplicativo pede três permissões ao seu celular, e são estas:
- Câmera. Para fotografar o canhoto da entrega, a nota fiscal e os documentos na hora de renovar. A foto vai do aparelho para o servidor, e não é salva na sua galeria.
- Notificação. Para o aviso de carga nova. Negar não tira carga nenhuma de você.
- Localização "Ao usar o app", com atualização em segundo plano durante a viagem, do jeito que a parada 04 explica.
O aplicativo também bloqueia de propósito, dentro do próprio pacote enviado às lojas, permissões que ele não precisa: a localização em segundo plano do Android, a gravação de áudio e a leitura e a escrita no armazenamento do celular. O acesso à galeria de fotos e ao microfone está desligado na configuração da câmera. Se um dia essa lista mudar, ela muda aqui primeiro.
Digital e Face ID
Se você ligar a biometria, ela é uma trava de tela deste aplicativo e nada além disso. O servidor nunca recebe nada dela e nunca sabe que ela existiu: quem confere continua sendo a senha e o token da sessão. Ela protege o caso real, que é o celular esquecido no balcão do posto, e a senha continua sendo saída em toda tela onde a biometria aparece, porque mão suja de graxa não abre digital.
Parada 06
Como a plataforma escolhe quem recebe o aviso
Quando uma empresa publica uma carga, ela escolhe os requisitos em listas fechadas: tipo de carroceria, número de eixos, capacidade em toneladas, rastreador, seguro e valor da mercadoria. O aviso não vai para todo mundo, e ele vai em ondas, pela sua nota.
- Primeira onda: sai junto com a publicação.
- Segunda onda: espera alguns minutos.
- Terceira onda: espera um pouco mais.
Quem entra em qual onda é decidido pela sua nota, de 0 a 10, e por quem já rodou para aquela empresa. Ninguém perde o direito de ver a carga: a nota muda a ordem de chegada, e só. Quem entra novo na plataforma entra com a nota cheia, e não com zero.
Dentro de cada onda a ordem também considera se o seu caminhão bate com o pedido, se os seus documentos estão em dia e se você mora perto da coleta. Isso é decisão automatizada, e a LGPD dá a você o direito de pedir revisão por uma pessoa. Está na parada 13, e dentro do aplicativo você já vê o item por item do que puxou a sua nota, com o prazo em que cada ocorrência sai da conta sozinha.
Ninguém compra posição na fila. Não existe anúncio, não existe impulsionamento e o caminhoneiro não paga assinatura nem taxa por carga. A taxa da plataforma é cobrada do lado da carga e aparece por extenso em cada viagem do seu extrato. Isso importa aqui porque significa que a sua informação não é o produto: ela não é vendida, não é alugada e não vira base de anúncio.
Parada 07
Com quem a informação é compartilhada
Com a empresa que contrata o frete
Antes de você aceitar a carga, a empresa não vê o seu nome nem o seu telefone. Ela vê que existe caminhoneiro compatível na rede, e só. A partir do momento em que você aceita, ela passa a ver:
- Seu nome completo e CPF, para conferir na guarita da origem.
- Placa do cavalo e da carreta, e as características do veículo.
- Se os seus documentos estão em dia, sim ou não. A empresa não recebe cópia dos arquivos, e nenhuma tela do console entrega CNH, RNTRC, CRLV, comprovante de residência ou comprovante bancário para empresa nenhuma.
- Sua nota e a faixa dela, quantas viagens você concluiu e quantas entregas saíram no prazo. Ela não vê o item por item do seu histórico: esse detalhe é seu, dentro do aplicativo.
- Sua cidade e estado.
- A linha do tempo daquela viagem, com data, hora e autor de cada passo.
- O mapa daquela viagem, ao vivo, até a conclusão, e a pausa quando você pausa.
O canhoto, dito como está hoje
A foto do canhoto é prova daquela viagem e pertence também à empresa daquela viagem. Essa tela existe: o console entrega a imagem do canhoto e da nota fiscal para quem está julgando aquela viagem, e antes de abrir o arquivo ele confere se quem pediu é mesmo da empresa daquela viagem. Cada abertura fica registrada, com quem abriu e quando, do mesmo jeito que acontece quando você abre o seu. Esse registro é a sua prova de quem viu o quê.
Com quem recebe a carga no destino
Quem recebe a mercadoria vê o seu nome, a placa do caminhão e a carga que está chegando, para conferir na portaria. É o mínimo para a entrega acontecer.
Com a transportadora, quando existe
Se você é condutor de uma transportadora com conta no RotaCheia, a empresa que designou você na viagem vê aquela viagem do mesmo jeito que a contratante vê.
Com os operadores da plataforma
Operador é quem trata dado por conta e ordem da Zenite, preso a contrato, sem poder usar a informação para outra coisa. Hoje são dois, e os dois estão nomeados na parada 08:
- Hostinger International Ltd., que hospeda o site, o console, o banco de dados, os arquivos e o serviço de e-mail.
- Expo (Exponent, Inc.), que entrega o aviso de carga nova ao seu celular.
Com autoridade pública
A Zenite entrega dado a autoridade quando existe ordem judicial ou requisição legal que obrigue. Sempre que a lei permitir avisar você, avisamos.
O que nunca acontece
A Zenite não vende, não aluga e não troca dado pessoal. Não repassa a sua informação para empresa de anúncio, para corretor de dados, para banco fazer oferta de crédito, nem para consulta de crédito ou score de terceiro. Nas fichas das duas lojas, a resposta sobre venda de dado a terceiro é não.
Parada 08
Onde os dados ficam e a saída do Brasil
O servidor do RotaCheia é hospedado pela Hostinger International Ltd., em região da América do Sul, no Brasil. É lá que ficam o banco de dados, os arquivos de documento e de canhoto e o serviço de e-mail que manda o link de senha nova.
Existem duas transferências internacionais, e as duas estão declaradas aqui com nome, país e conteúdo. As duas se apoiam no artigo 33 da LGPD e nas cláusulas contratuais de proteção de dados oferecidas por cada fornecedor.
Primeira: as cópias de segurança
As cópias de segurança do servidor são guardadas pelo fornecedor nos Estados Unidos. Elas contêm o mesmo que o banco contém, porque é disso que uma cópia de segurança é feita.
Segunda: o aviso de carga nova, pela Expo
Quando uma carga compatível é publicada, o servidor manda o aviso pela Expo (Exponent, Inc.), empresa dos Estados Unidos. Vão para lá o código de push do seu aparelho e o conteúdo do aviso, que é exatamente o que aparece na sua tela bloqueada: a cidade de coleta e a de destino no título, e no corpo o produto, a quilometragem, o valor do frete e a data da coleta.
A entrega final ainda passa pelo serviço de notificação do fabricante do seu celular: o FCM, do Google, no Android, e o serviço de notificações da Apple, no iPhone. Isso é como funciona notificação em celular, e não é escolha da Zenite: nenhum aplicativo entrega notificação sem passar por eles.
O que nunca vai dentro de um aviso: código de coleta, código de entrega, CPF, telefone de ninguém e token de sessão. A lista é fechada dentro do código, e o motivo é que notificação aparece na tela bloqueada, à vista de quem estiver por perto no posto.
Esta página de política, quando aberta no navegador, carrega as fontes de letra do Google Fonts, e nesse carregamento o servidor do Google enxerga o endereço de rede do seu navegador. Isso é a página no navegador. Dentro do aplicativo as fontes vão empacotadas e não geram conexão nenhuma.
Se essa lista mudar, ela muda aqui antes.
Parada 09
O que o RotaCheia não coleta e não faz
Escrito com todas as letras, porque é verificável no código:
- Nenhum kit de medição de terceiro dentro do aplicativo. Não há Google Analytics, Crashlytics, Sentry, kit da Meta, AppsFlyer, Adjust, OneSignal, Amplitude, Mixpanel, nenhuma rede de anúncio e nenhum identificador de publicidade. A Expo entra para entregar o aviso e para nada mais: ela não mede o seu uso.
- Não medimos em que tela você passou mais tempo e não recebemos relatório de queda do aplicativo com dado seu dentro.
- Não lemos sua agenda de contatos, não lemos suas mensagens, não gravamos áudio e não olhamos sua galeria de fotos.
- Não guardamos velocidade, como diz a parada 04.
- Não existe campo de texto livre nas telas de exceção. Motivo de recusa e motivo de parada são escolhidos de uma lista fechada, de propósito, para que ninguém escreva ali um dado que não precisamos ter.
- Não pedimos a sua idade, porque não temos uso para ela.
- Não usamos cookie de medição em lugar nenhum. O único cookie da plataforma é o da sessão do console, que é estritamente necessário para manter quem entrou logado.
Parada 10
Por quanto tempo a informação fica guardada
A tabela abaixo tem uma terceira coluna que a maioria das políticas não tem, e ela existe porque prometer prazo que o sistema não cumpre é mentira com aparência de rigor. A coluna diz como o prazo é cumprido hoje: o que já é automático, e o que ainda é feito na mão enquanto a rotina não existe.
| Informação | Tempo de guarda | Como é cumprido hoje |
| Pontos crus de GPS da viagem | 7 dias | Automático, e já funcionando. É o único expurgo automático que a plataforma tem hoje. Viagem congelada por sinistro ou contestação é pulada e espera o caso fechar. |
| Traçado simplificado e quilometragem da viagem | Junto com o registro da viagem | Nasce no fim da viagem e segue o prazo da linha de baixo. |
| Registro da viagem, canhoto, nota fiscal e dados de quem recebeu | 5 anos depois do fim da viagem | É o prazo que a Zenite adota para sustentar cobrança, defesa e sinistro daquele frete. A rotina que apaga sozinha ainda não existe: até ela existir, o apagamento é feito na mão quando o prazo vence. Onde a lei fixar prazo diferente para um documento específico, vale o prazo da lei. |
| Lançamentos do extrato, cobrança, saque e chave Pix | 5 anos, prazo fiscal e contábil | O livro do dinheiro só aceita linha nova: nenhum lançamento é alterado e nenhum é apagado, por construção. É essa trava que faz a parada 11 falar em anonimizar. |
| Conta, cadastro, documentos e reputação | Enquanto a conta existir | É o que mantém a conta de pé e o que garante que quem rodou bem não comece do zero a cada carga. |
| Registros de acesso, com data e hora de cada conexão | 6 meses | É o mínimo que o Marco Civil da Internet obriga a guardar. A rotina que apaga sozinha ainda não existe: até ela existir, o expurgo é feito na mão. Passado o prazo, só continuam guardados se uma ordem judicial mandar. |
| Sessão do aplicativo | 60 dias parada, 180 dias de vida | Automático. Trocar a senha derruba todas as sessões na hora. |
| Aparelho de notificação | 180 dias sem dar sinal | Automático. Desinstalar o aplicativo também dá baixa no aparelho no primeiro aviso que voltar recusado. |
| Freio de tentativa | 24 horas | Automático, e o telefone e o endereço de rede já entram marcados, nunca em claro. |
| Registro de quem abriu o mapa e o canhoto | Junto com o registro da viagem | Ele existe para responder quem viu o quê depois, e por isso acompanha a viagem a que se refere. |
| Lista de espera do site | Até o aviso do lançamento | Sai da lista antes disso a pedido, por e-mail. |
As duas rotinas que faltavam entraram
Esta parada dizia que duas rotinas automáticas de expurgo estavam por escrever, a dos registros de acesso e a do registro de viagem, e que até lá os prazos eram cumpridos na mão. As duas existem desde 2 de setembro de 2026 e rodam sozinhas, de madrugada, todos os dias. São sete faixas no total, uma para cada prazo da tabela acima, e cada rodada deixa registrado quanto apagou. Nenhum dos prazos depende mais de alguém lembrar.
Parada 11
Encerrar a conta e o que dá para apagar
Aqui vai a verdade inteira, inclusive a parte incômoda.
O que dá para fazer hoje
Há dois caminhos, e os dois valem. Dentro do aplicativo, em Conta, no fim da tela, em "Apagar a minha conta": você confirma com a sua senha e a conta é desligada na hora. Por e-mail, escrevendo para contato@rotacheia.pro do endereço do seu cadastro, que é o caminho de quem já desinstalou o aplicativo.
Desligada a conta, você deixa de receber aviso de carga, deixa de aparecer para empresa nenhuma e cai de todos os aparelhos conectados. O apagamento do que identifica você acontece 7 dias depois do pedido, e nunca depois de 15 dias contados dele: esses 7 dias são janela de arrependimento, e dentro dela um e-mail devolve a sua conta inteira. Os passos, o prazo e a lista completa do que sai e do que fica estão na página Excluir a conta, que é pública e não exige entrar nem ter o aplicativo.
O que a plataforma não consegue fazer, e por quê
Apagar a sua linha inteira é impossível para quem já teve um centavo lançado no extrato, e essa trava é proteção sua e não desculpa nossa: as chaves do livro do dinheiro impedem que apagar uma pessoa leve os lançamentos dela junto. Se isso fosse permitido, o registro que prova o que você recebeu sumiria com você.
O caminho que resolve é a anonimização: apagar nome, CPF, telefone, e-mail e as fotos, e deixar os lançamentos existindo sem apontar para pessoa nenhuma. É esse o direito 04 da parada 13, e é isso que a Zenite faz quando você pede.
O que ainda vai passar a existir
O botão dentro do aplicativo existe e a rotina que anonimiza existe em código. O que ainda não existe é a tarefa agendada que executa sozinha no fim da janela de 7 dias: hoje quem aperta esse botão é uma pessoa da Zenite, numa tela que mostra os pedidos vencidos. É por isso que o prazo publicado tem folga em vez de prometer segundos. Quando a tarefa existir, esta parada muda dizendo isso.
O que a lei mandar guardar sobrevive ao encerramento, na linha do registro de viagem e do registro fiscal da parada 10, e esse resto fica separado, sem uso comercial nenhum. A tabela linha por linha, com o motivo de cada coisa que fica, está na página Excluir a conta.
Parada 12
Segurança
O que já está de pé, e não em plano:
- Conexão cifrada entre o aplicativo, o site e o servidor, com o navegador instruído a nunca tentar sem cifra.
- A sua senha guardada só embaralhada por bcrypt, e regravada com custo maior quando o padrão sobe. Nem a Zenite consegue lê-la.
- O token da sessão existe em claro uma única vez, na resposta que abre a sessão, e mora no cofre do sistema do seu celular, o Keychain do iPhone e o Keystore do Android. No servidor fica só uma marca dele.
- Documento e canhoto ficam fora da pasta pública e nunca são entregues pelo servidor de páginas. Saem por um endereço que confere o dono antes de abrir o arquivo, e pedir a foto de outra pessoa responde "não existe", e não "não é sua", para não confirmar número para quem está chutando.
- Telefone e endereço de rede entram marcados na tabela do freio, para que a lista de quem alguém tentou não vire lista aproveitável.
- O registro do servidor nunca guarda o corpo do pedido, e senha, token, chave Pix, códigos, CPF, telefone, e-mail e coordenada estão numa lista fechada de coisas que não entram em registro nenhum.
- Quando alguma coisa quebra, a mensagem de erro não imprime na tela nem no registro os valores que estavam na consulta.
- A tela da Zenite que enxerga o faturamento e o extrato dos motoristas é decidida por um número que mora fora do banco de dados, e não por permissão em tabela.
Nenhuma medida elimina risco. Se acontecer um incidente que possa causar risco ou dano relevante a você, a Zenite comunica você e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados no prazo que a Autoridade fixar, e o mais rápido que der, dizendo o que vazou, o que já foi feito e o que você deve fazer. Não vamos esconder incidente.
Se você perceber algo estranho na sua conta ou encontrar uma falha, escreva para o canal do fim da página. Quem reporta falha de boa-fé não é perseguido por isso.