| Nome completo e CPF | Apagado | No dia do apagamento | É o que identifica você, e é exatamente o que o pedido alcança. |
| Telefone e e-mail | Apagados | No dia do apagamento | São o seu login e o seu caminho de volta. Sem eles não há mais conta. |
| Senha | Apagada | No dia do apagamento | Ela nunca esteve legível nem para a Zenite, e o embaralhado que restava dela é destruído. |
| Cidade e estado onde você mora | Apagados | No dia do apagamento | Serviam para te avisar de carga perto de você, e não existe mais aviso. |
| Fotos dos seus documentos: CNH, RNTRC, CRLV, comprovante de residência, comprovante de conta bancária e foto do rosto | Apagadas | No dia do apagamento | São a sua identidade. O arquivo sai do disco do servidor, e não só a linha do banco de dados. |
| Chave Pix, com o nome e o documento do titular | Apagada | No dia do apagamento | Ela é para onde mandar dinheiro no futuro, e não existe mais futuro. |
| Nos seus pedidos de saque: a chave, o nome e o documento do titular, o endereço de rede e a foto do comprovante | Apagados | No dia do apagamento | O que prova o pagamento é o valor, a data e o identificador do Pix, e nada disso precisa do seu nome. |
| O apelido que você deu ao seu caminhão | Apagado | No dia do apagamento | É texto escrito por você, e às vezes é nome de gente da sua família. |
| A placa do caminhão que nunca fez viagem nenhuma | Apagada | No dia do apagamento | Sem nenhum frete apoiado nela, ela é só cadastro, e cadastro sem uso não fica. |
| Os comentários que empresas escreveram sobre você ao avaliar a viagem | Apagados | No dia do apagamento | É texto livre escrito por gente, e gente escreve nome de gente. |
| As justificativas que você escreveu para explicar uma ocorrência | Apagadas | No dia do apagamento | Elas serviam para a sua nota, e a sua nota acabou junto com a conta. |
| Os seus aparelhos cadastrados para notificação | Apagados | No dia do apagamento | Aplicativo que continuasse avisando de carga depois disso seria a prova, na sua mão, de que nada foi apagado. |
| Os pontos de GPS da sua viagem, minuto a minuto | Apagados | No dia do apagamento, antes do prazo normal de 7 dias | Não há motivo para segurar isso mais um dia depois que a conta acabou. Viagem parada por sinistro ou reclamação em aberto é pulada, porque ali essa posição é a prova que defende você. |
| O endereço de rede guardado nos registros de quem abriu o seu mapa e o seu canhoto | Apagado | No dia do apagamento | O registro de quem abriu continua lá, porque ele é a sua prova de quem viu o quê. O endereço de rede não é preciso para isso. |
| Pedidos de senha nova ainda na fila | Apagados | No dia do apagamento | São a única coisa que guarda o seu e-mail em texto, e são fila de curtíssimo prazo, sem valor de prova para ninguém. |
| O seu cadastro na lista de espera do site, se você tiver deixado um | Apagado | No dia do apagamento | Nome, telefone e cidade que você deixou antes de ter conta. Ele sai junto, porque senão ficaria órfão com o seu nome dentro. |
| Observações escritas à mão sobre o seu canhoto ou a sua nota fiscal | Apagadas | No dia do apagamento | Texto escrito à mão é onde nome de gente aparece sem ninguém ter decidido isso. |
| Os lançamentos do seu extrato | Fica | 5 anos, prazo fiscal e contábil | É o livro que prova o que você recebeu, e nenhuma linha dele pode ser alterada nem apagada, nem por nós. Depois do apagamento ele continua somando o mesmo saldo, sem apontar para pessoa nenhuma. |
| Os seus pedidos de saque: valor, datas, situação e o identificador do Pix | Fica | 5 anos, prazo fiscal | É a prova de que o dinheiro saiu daqui e chegou. Ele fica sem a chave e sem o nome do titular: dá para provar que o valor saiu no dia certo sem guardar o CPF de ninguém. |
| O registro das viagens que você fez: datas, situações, traçado simplificado e quilometragem | Fica | 5 anos depois do fim da viagem | Aquele frete tem duas partes. O registro também é da empresa que contratou e pagou, e sustenta cobrança, defesa e sinistro dela. |
| O canhoto assinado e a nota fiscal, com o nome e o documento de quem recebeu a carga | Fica | 5 anos depois do fim da viagem | É documento fiscal da empresa, e é a prova que defende você numa reclamação de entrega aberta depois. O pedido de exclusão de uma das partes não apaga a prova da outra. |
| A placa do caminhão que fez viagem | Fica | Junto com o registro da viagem | Ela identifica o veículo que carregou a carga de outra empresa, e é o que o seguro, o sinistro e a nota fiscal precisam para fechar. Depois do apagamento ela não aponta mais para pessoa nenhuma aqui dentro. |
| As notas que as empresas deram, de 1 a 5, sem o comentário | Fica | Junto com o registro da viagem | São número, pertencem ao registro do frete daquela empresa e não dizem quem você é. |
| A sua nota, o seu nível, o número de viagens concluídas e de entregas no prazo, e a data em que a conta foi aberta | Fica | Enquanto a linha anonimizada existir | São contagem do que aconteceu naquelas viagens, e nenhum desses números diz quem você é. A data de abertura é o que faz todos os outros prazos começarem a contar. |
| Data, hora e endereço de rede das suas conexões | Fica | 6 meses | É o mínimo que o Marco Civil da Internet, artigo 15, obriga a guardar. Apagar isso seria descumprir uma lei no ato de cumprir outra. Passado o prazo, só continua guardado se uma ordem judicial mandar. |
| O registro do próprio encerramento: quando você pediu, por qual caminho, o motivo que você escolheu na lista e a contagem do que a rotina apagou | Fica | Permanente | É a prova de que o seu pedido foi atendido e de quando. Ele guarda números, e nenhuma letra do que foi apagado: guardar o apagado num registro de auditoria anularia a exclusão inteira. |